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Inspiração


O esquecimento das faltas praticadas não constitui obstáculo à melhoria do Espírito, porquanto se é certo que este não se lembra delas com precisão, não menos certo é que a circunstância de as ter conhecido na erraticidade e de haver desejado repará-las o guia por intuição lhe dá a ideia de resistir ao mal, ideia que é a voz da consciência, tendo a secundá-la os Espíritos superiores que o assistem, se atende às boas inspirações que lhe dão. (L. E. 399)1

Essas ideias (durante o sono), em regra, mais dizem respeito ao mundo dos Espíritos do que ao mundo corpóreo. Pouco importa que comumente o Espírito as esqueça, quando unido ao corpo. Na ocasião oportuna, voltar-lhe-ão como inspiração do momento. (L. E. 410-a)1

Algumas vezes, elas (as ideias) lhe vêm do seu próprio Espírito, porém, de outras muitas, lhes são sugeridas por Espíritos que os julgam capazes de compreendê-las e dignos de vulgarizá-las. Quando tais homens (de gênio) não as acham em si mesmos, apelam para a inspiração. Fazem assim, sem o suspeitarem, uma verdadeira evocação. (L. E. 462)1

Pode ser bom ou mau (o primeiro impulso), conforme a natureza do Espírito encarnado. É sempre bom naquele que atende às boas inspirações. (L. E. 463)1

(Os Espíritos) aproveitam as circunstâncias ocorrentes, mas também costumam criá-las, impelindo-vos, mau grado vosso, para aquilo que cobiçais. Assim, por exemplo, encontra um homem, no seu caminho, certa quantia. Não penses tenham sido os Espíritos que a trouxeram ali. Mas eles podem inspirar ao homem a ideia de tomar aquela direção e sugerir-lhe depois a de se apoderar da importância achada, enquanto outros lhe sugerem a de restituir o dinheiro ao seu legítimo dono. O mesmo se dá com relação a todas as demais tentações. (L. E. 472)1

Assim é que os Espíritos, provocando, por exemplo, o encontro de duas pessoas, que suporão encontrar-se por acaso; inspirando a alguém a ideia de passar por determinado lugar; chamando-lhe a atenção para certo ponto, se disso resulta o que tenham em vista, eles obram de tal maneira que o homem, crente de que obedece a um impulso próprio, conserva sempre o seu livre-arbítrio. (L. E. 525-a)1

Se o indivíduo alvejado (no caso de uma pessoa mal intencionada disparar sobre outra um projétil que apenas lhe passe perto sem o atingir) não tem que perecer desse modo, o Espírito bondoso lhe inspirará a ideia de se desviar, ou então poderá ofuscar o que empunha a arma, de sorte a fazê-lo apontar mal, porquanto, uma vez disparada a arma, o projétil segue a linha que tem de percorrer. (L. E. 528)1

Pode o general ser guiado por uma espécie de dupla vista, por uma visão intuitiva, que lhe mostre de antemão o resultado de seus planos. Isso se dá amiúde com o homem de gênio. É o que ele chama de inspiração e o que faz que obre com uma espécie de certeza. Essa inspiração lhe vem dos Espíritos que o dirigem, os quais se aproveitam das faculdades de que o veem dotado. (L. E. 545)1

As comunicações dos Espíritos com os homens são ocultas ou ostensivas. As ocultas se verificam pela influência boa ou má que exercem sobre nós, à nossa revelia. Cabe ao nosso juízo discernir as boas das más inspirações. As comunicações ostensivas se dão por meio da escrita, da palavra ou de outras manifestações materiais, quase sempre pelos médiuns que lhe servem de instrumentos. (L. E. Introdução VI)1

O homem evoca essas vozes (as inteligências livres); elas respondem ao seu apelo, e ele escolhe; mas escolhe entre essas diversas inspirações e o seu próprio sentimento. – Os inspiradores são amigos invisíveis; como os amigos da Terra, são sérios ou fortuitos, interesseiros ou verdadeiramente guiados pela afeição. (R. E. 1869, pág. 91)2

A inspiração vem indiferentemente de dia, de noite, em vigília ou durante o sono. Apenas exige recolhimento. É-lhe necessário (ao homem) reencontrar natureza que o possa abstrair de toda preocupação do mundo real, para dar lugar livre e vago ao ser que vier envolvê-lo todo e lhe infundir seus pensamentos. (R. E. 1869, pág. 41 e 42)2

A inspiração encerra dois elementos: o pensamento e o calor fluídico destinado a aquecer o espírito do médium. (R. E. 1865, pág. 144)2

1. KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos.

2. Revista Espírita.



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Texto original em: http://auxiliofraternidade.com.br/artigovw.php?cod=78

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