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Tendências e tentações.


Há inclinações viciosas que, evidentemente, são mais inerentes ao Espírito, porque dizem mais com a moral do que com o físico.

Outras mais parecem consequência do organismo e, por este motivo, menos responsáveis são julgados os que as possuem. Tais são as predisposições à cólera, à preguiça, à sensualidade. (R.E. 1869)1 (C.I., cap. VIII)2

Hoje está plenamente reconhecido pelos filósofos espiritualistas que os órgãos cerebrais correspondentes a diversas aptidões devem o seu desenvolvimento à atividade do Espírito.

Assim, esse desenvolvimento é um efetivo e não uma causa. Um homem não é músico porque tem a bossa da música, mas possui essa tendência porque o seu Espírito é musical.

Se a atividade do Espírito reage sobre o cérebro, deve também reagir sobre as outras partes do organismo. (R.E. 1869)1 (C.I., cap. VIII)2

O Espírito é, deste modo, o artista do próprio corpo, por ele talhado, à feição das suas necessidades e à manifestação das suas tendências. (R.E. 1869)1 (C.I., cap. VIII)2

Um Espírito irascível deve encaminhar-se para estimular um temperamento bilioso, do que resulta não ser um homem colérico por bilioso, mas bilioso por colérico.

O mesmo se dá em relação a todas as outras disposições instintivas: um Espírito indolente e fraco deixará o organismo em estado de atonia, ao passo que, ativo e enérgico, dará ao sangue como aos nervos qualidades perfeitamente opostas.

A ação do Espírito sobre o físico é tão evidente que não raro vemos graves desordens orgânicas sobrevirem a violentas comoções morais. (R.E. 1869)1 (C.I., cap. VIII)2

Escusar-se de seus erros por fraqueza da carne não passa de sofisma para escapar à responsabilidade.

A carne só é fraca porque o Espírito é fraco, o que inverte a questão.

A carne, destituída de pensamento e de vontade, não pode prevalecer jamais sobre o Espírito, que é o ser pensante e de vontade própria. (R.E. 1869)1 (C.I., cap. VIII)2

O Espírito é que dá à carne as qualidades correspondentes ao seu instinto, tal como o artista que imprime à obra material o cunho do seu gênio. (R.E. 1869)1 (C.I., cap. VIII)2

Nas provações por que lhe cumpre passar para atingir a perfeição, tem o Espírito que sofrer tentações de todas as naturezas? Tem que se achar em todas as circunstâncias que possam excitar-lhe o orgulho, a inveja, a avareza, a sensualidade?

– Certo que não, pois bem sabeis haver Espíritos que desde o começo tomam um caminho que os exime de muitas provas. Aquele, porém, que se deixa arrastar para o mau caminho, corre todos os perigos que o inçam. Pode um Espírito, por exemplo, pedir a riqueza e ser-lhe esta concedida. Então, conforme o seu caráter, poderá tornar-se avaro ou pródigo, egoísta ou generoso, ou ainda lançar-se a todos os gozos da sensualidade. Daí não se segue, entretanto, que haja de forçosamente passar por todas estas tendências. (L.E. 261)3

Com que fim pôs Deus atrativos no gozo dos bens terrenos?

– Para instigar o homem ao cumprimento da sua missão e para experimentá-lo por meio da tentação.

a) Qual o objetivo dessa tentação?

– Desenvolver-lhe a razão, que deve preservá-lo dos excessos. (L.E. 712)3

Que se deve pensar do homem que procura nos excessos de todo gênero o requinte dos gozos?

– Pobre criatura: mais digna é de lástima que de inveja, pois bem perto está da morte!

a) Perto da morte física, ou da morte moral?

– De ambas. (L.E. 714)3



1. KARDEC, Allan. Revista Espírita. 

2. ____. O Céu e o Inferno.

3. ____. O Livro dos Espíritos.Fonte- www.oclarin.org

 

Texto original em: http://auxiliofraternidade.com.br/artigovw.php?cod=119

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