Sociedade Espírita de Auxílio Fraternidade - Ijuí-RS [Criação do Site - 05/01/2005] - [Última Atualização - 23/10/2017]

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Existe melindre em nós?


Investigue-se, pois é muito fácil encontrá-lo no íntimo de qualquer um de nós. Sua presença é quase imperceptível; quem o possui, acredita-se correto em tomar certas atitudes estranhas.


O melindre é a suscetibilidade doentia, a sensibilidade abalada negativamente, o ressentimento por qualquer motivo fútil e infundado. Aquele que adota o melindre julga-se na defensiva, mas redondamente enganado, pois, na realidade, está caminhando em sentido contrário ao progresso espiritual.


Quem conserva este sentimento infeccioso acredita-se alvo de desrespeito e desconsideração, a pessoa esquecida e desprezada. Aquele criticado e atacado nos seus valores, o cooperador que ninguém valoriza, o irmão que ninguém convida para certas atividades, alguém que ninguém apoia, que é tolhido nos seus ideais, aquele a quem ninguém dirige um estímulo pelo serviço que presta. Coloca-se sempre como vítima da suposta maldade alheia. O melindre é enfermidade grave da alma, nascido do orgulho hipertrofiado.


O companheiro ou a companheira com o ressentimento "à flor da pele" poderá diminuir o interesse no trabalho de crescimento espiritual, aumentar as ausências nas tarefas a que está vinculado ou tomar a infeliz decisão de abandonar, em definitivo, de certos trabalhos doutrinários ou de assistência, por acreditar mais em si mesmo que na grandiosidade dos serviços espíritas.


Julga-se mais importante que o Espiritismo, pois dispensa a si mesmo da participação de suas fileiras abençoadas, trocando-o por bagatelas que não aprendeu a compreender e a perdoar.


Quem cultiva o melindre por qualquer motivo, quando nas tarefas espíritas, anula o entusiasmo da fé, corta a simpatia ao grupo e elimina o amor ao serviço de aperfeiçoamento espiritual.


 Quem realmente está perdendo a oportunidade bendita de progredir é aquele que convive e fortalece o melindre dentro de si mesmo; na realidade, é um verdadeiro fraco de espírito. Nesta posição de covardia moral, na verdade, está dando as costas a Jesus Cristo.


(Texto extraído e adaptado do livro Aprendendo Amando e Servindo - Walter Barcelos)

 

Texto original em: http://auxiliofraternidade.com.br/artigovw.php?cod=112

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